Salomão Larêdo

Salomão Larêdo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NESTE NATAL DÊ LIVROS DE PRESENTE! LEIA SALOMÃO LARÊDO, O MELHOR DA LITERATURA BRASILEIRA PRODUZIDA NO PARÁ!

CHAPÉU VIRADO, a lenda do boto - Uma História de Encantamento Amazônico


Ficção baseada em versões da lenda do boto.
O conto se passa em uma ilha, que pode ser a do Mosqueiro com seu Chapéu Virado que dá título ao trabalho.
O livro tem formato de bolso, pra ler em qualquer lugar. Leitura gostosa e sedutora. 



TRECHOS DO LIVRO

"Lá fora não carecia soar hora para permitir tudo fosse feito. No terreiro, cada um cuidava de fazer sua hora e tudo se permitia. Era mais saudável, a noite convidava e o rio fazia sua festa para os amantes. Tudo perfeito, tudo divino!...

Cantinflas não dava descanso e Chica não cansava. Beijos e beijos, juras de amor de tudo que Chica desejava estava ali em sua frente. Como procurou seu amado! Quem procura, acha. Encontrou!!!....
Deslumbrada ante a figura tão bela completamente perdida e totalmente apaixonada, ferida no coração por flecha possante e desejosa de carícias, pouco a pouco Chica foi-se entregando, entregando...

Quando homem a apalpava, ela suava de prazer. Quando seu homem topou as delícias daquele jeito, sentiu uma força especial e Chica uma coisa também diferente.

- Estou menstruada, amor!

Cantinflas foi lá nas alturas e voltou.

Beijos, afagos, carícias e um não sei que mais impossível de aguentar, Chica que só esperava por aquilo, que ansiara tanto tempo, que procurava, que se mantivera firme, que não abandonara a luta, poderia provar, queria provar, sonhara, sofrera por aquele amor, vivera momentos de angústias, estava com a recompensa, encontrara o homem de sunga lilás que foi assim que ele se mostrava outra vez atiçando as estranhas e todo corpo da mulher Chica e de Chica, mulher sedenta e desejada.

Chica, com todas as forças, atira-se nos braços de Cantinflas. É noite e noite de infusa beleza, dizem os poetas e se entrega com a força da total entrega...

Chica é toda ternura! Está saciada, está deslumbrada, está mais excitada e bela que nunca e repleta de sua mais vital força que é a alegria de viver e nesse estado, quase desmaia ao ver, com o clarão do dia (era o homem de sunga lilás, lindo, lindo!) que os pés de seu amante apresentam os calcanhares voltados para a frente.

Só então Chica percebe ter sido vítima do diabo sedutor das águas. O demônio existe sim e Chica está diante de sua maior tentação e pondo a memória mais que rápida pra funcionar, entende tudo e solta grito pavoroso, pedindo socorro.!!!!

Imediatamente os amigos e as amigas da festa, os colegas e mais pessoas apressam-se para saber o acontecido e ainda podem ver que o homem de sunga lilás, bonito, bonito, num horrendo pitiú que sai de seu corpo, dá um pulo e mergulha, para, logo em seguida, traindo a identidade até mesmo para seus mais que amigos que o julgavam rapaz da cidade, gente mais que normal, vir à tona. E, mostrando o focinho vermelho, sopra um jato d’água na direção de Chica, numa espécie de zombaria. Havia conquistado mais uma...

A praia foi ficando lotada de gente que ouvia as narrativas com espanto e credulidade mesmo. Dizem que não existe, que não é verdade e isso vive acontecendo, todo veraneio essa coisa acontece, de modo diferente, mas acontece, existe, quem não quiser que deixe de acreditar. E os falatórios se sucediam..."

A revista TODA!up, do jornal "Diário do Pará" perguntou a SALOMÃO LARÊDO: “ Que presente você gostaria de ter dado e ainda não deu? “ VEJA o que o nosso escritor e jornalista respondeu:


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

NA "LITERATURA PARÁ" - NESTE NATAL O PRAZER DE LER LINDANOR CELINA

Salomão Larêdo Escritor/Jornalista

Dezembro – presentear com livros é cult. Escolha livros de autores de sua terra. Ler é o maior espetáculo da vida!

LANÇAMENTOS 

- Gito, meus minicontos amazônicos, obra do escritor paraense, de Belém, Paulo Nunes com ilustrações de Cláudia Cruz. 

- Borboletras, trabalho do escritor paraense Paulo Renato Bandeira.


Os escritores paraenses, Alfredo Oliveira, ganhador do Prêmio Nobre de Literatura e Edyr Augusto, autor premiado na França, concluíram livros. Lançamentos à vista.

ACONTECENDO  

Depois do natal a Marujada, em Bragança e a festa do glorioso são Benedito, lendo“Antologia da Marujada” na poesia, romance, conto, música, dos autores paraenses, de Bragança: Lindanor Celina, Maria Lúcia Medeiros, Gerson Guimarães, Eimar Tavares, Jorge Ramos, Toni Soares, Junior Soares, Ronaldo Silva e outros que constam desta antologia que faz parte dois Cadernos IAP, 9.

O PRAZER DE LER LINDANOR CELINA – Dentro do romance “Menina que vem de Itaiara”, de Lindanor Celina, para dar vontade de ler mais, extraímos, da antologia acima citada, uns excertos: “Nosso Natal teve, pois, nesse ano, em que passei com tão boas notas, aquela sombra...Porém o São benedito foi de com força. Afirmava-se que o número de figurantes da marujada havia redobrado, e a tia Joana, pesar da grave enfermidade que padecera no inverno passado, nem parecia, ver uma moça, o pé, se possível, ainda mais ligeiro, no lundu, no retumbão...” 


DESTAQUE 

Contos de Natal, do escritor paraense Walcyr Monteiro. Textos curtos e fartamente ilustrados. 


NOVIDADES 

Sete ensaios sobre literatura – palavras de água, fogo, sangue, dor... – livro do competente professor Paulo Maués Corrêa.


A 2ª edição do livro de poemas “A Linha Imaginária e outras linhas”, do escritor paraense Rui Barata.


CIRCULANDO 

O Penta – informativo da Fundação Casa da Cultura de Marabá, destacando a viagem documentada que há cem anos fez o francês Henri Coudreau no rio Itacaiúnas e que rendeu o livro “Viagem a Itaboca e ao Itacaiúnas”.


LEMBRANÇA 

Espaço evocativo da memória de autor autóctone que já nos deixou. Osvaldo Orico, escritor paraense, de Belém, foi membro da Academia Brasileira de Letras, dentre outros trabalhos, publicou: Dança dos Pirilampos, Grinalda, Mitos Ameríndios e Cozinha Amazônica.

RECEBI 

Noções de língua geral ou Nheengatu – gramática, lendas e vocabulário, do Padre AFONSO Casasnovas, oferta da Missão Salesiana que também mandou: A civilização indígena do Uaupes, autor: Alcionilio Bruzzi Alves da Silva e também o livro “Aspectos da cultura Tukano – cosmogonia e mitologia, de Marc Fulop. 

LEITURA RECOMENDADA 

Purus – histórias de ontem – estórias de hoje – romance, do escritor Libero Luxardo.

Depois da Sede, livro do poeta paraense, de Marabá, Marcilio Costa.

Diário de Letícia – o dia a dia de uma solteirona solitária, livro da cronista paraense, de Belém, Esther Braga.

Santarém Brincando de Roda, do escritor paraense, de Santarém, Wilson Fonseca.

Cidade Perdida, do escritor paraense, de Castanhal, Holanda Guimarães.

A Joia do pescador aprendiz, livro da escritora paraense de Óbidos, Bella Pinto de Souza.

Caminho de canoa pequena, livro do escritor paraense, de Igarapé-Miri, Eládio Lobato.

Cartas da Floresta, do escritor paraense, de Belém, Raimundo Moraes.

A Fazenda Aparecida, romance do escritor paraense, de Cachoeira do Arari, João Vianna.

Lembranças e Esperanças, livro do poeta paraense, de Cametá, Alberto Moia Mocbel.

Porantim – poemas amazônicos, do poeta paraense, de Abaetetuba, J.J.Paes Loureiro.

ESTA COLUNA VOCÊ LÊ MENSALMENTE NA REVISTA FOX

OS 40 ANOS DE NOSSA TURMA – FACULDADE DE DIREITO – UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

Salomão Larêdo, escritor e jornalista

Passei no vestibular de 1971 da UFPA – aliás, o único que havia em Belém, na época. Ouvi meu nome na lista dos aprovados pela Rádio Club do Pará, na tarde do dia 21 de janeiro de 1971, oh espera sofrida e era aniversário de meu irmão Abrão. Por sermos da primeira turma da chamada "Reforma Universitária", de um período político difícil no Brasil em que o MEC cultivou a dispersão por óbvios motivos, começamos a ter aulas no Campus do Guamá, de apelido "Vietnã " que tinha só alguns pavilhões. Em 1972 passamos a ter aulas no prédio da Faculdade de Direito, no Largo da Trindade e aí conheci Maria Lygia da Cunha Nassar, que em 1973 comecei a namorar e nos casamos em 1974. 

Uma parte da turma da noite na escadaria do Forum do Tribunal de Justiça do Pará, em Belém

No dia 18 de dezembro de 1974, era a colação de grau e embora fosse a minha turma, não colei grau com essa turma (muitos, cujos nomes constam aqui, também não colaram grau com essa turma), da qual fazem parte, da turma, muitos que elenquei porque começaram o curso, juntos e não da colação. 

Turma com a qual Salomão Larêdo colou grau, em foto na frente da Faculdade de Direito.

A turma, no curso, dividida em duas, da manhã e da tarde/noite, era composta por: Maria Lygia Nassar Larêdo, Salomão Larêdo, Maria de Jesus Pinto Ferreira, Mily Moreira, Mailô Veloso, Cláudio Luis Silva de Moraes Rego, Doris Ireni Cyrus, Ilda Bezerra, Antonio da Silva Lira, Antonio Cabral de Castro, José Acreano Brasil, Ana Amarilis, Vera da Cunha Pessoa, Luis Carlos Carvalho, Vera Lúcia Alves, Antonio Vivaldo Sampaio, Henrique Miranda, José Augusto Torres Potiguar, Hilda Piqueira Diniz Barra, Icarai Dias Dantas, Paulo Lamarão, Regina Lucia Brito Furtado, Amélia Ribeiro Pina, Silvia Rosa Borges, Hamilton Sant’Anna Pegado, Edgard Lobato de Almeida, Nélio Fernando Gonçalves, Domingos Braga, Neuza da Paz Machado da Paixão, Hilma Lima de Oliveira, Tereza de Jesus Corrêa, Therezinha Bezerra, Nilza Ferreira, Francisco (Francis) Salles, Jandira Salles, Annete Borborema, Esther Lancry, Marilia Abreu, Eliel Silva, Leila Badarane Jorge, Maria Luiza Nobre de Brito, Ceres Beckmann, Graça Moreira, Evangelina Farah, José Maria Veloso, Wagner Lira, Elizabeth Sparano, João Batista Sá Filho, Edmundo Pereira, Sônia Hage Amaro Pingarilho, Maria de Nazaré Cordeiro, Maria Lucia Loretto, Maria Consuelo, Maria Lúcia Simões Pantoja, Maria Placidina Barbosa, Otacilia Braga, Rosita Sidrim Nassar, Graça Bendelack Santos, Fátima e Clarisse Klautau, dentre outros. Foram chamados à vida eterna: Ló Marival de Santa Helena Leal Monteiro, José Cândido Barros, José Castilho Levy, José de Freitas Leite, Carlos Arruda, Francisco Oliveira. 


Fomos todos colegas convivendo quatro anos num cotidiano de aulas de um tempo de superar sofrimentos densos e intensos de muitos apertos, sobretudo financeiros e muitas dificuldades em busca dos ideais e dos sonhos num contínuo aprendizado ao conhecimento à vida profissional nascente. 

A foto oficial da formatura de Maria Lygia

Maria Lygia Nassar Larêdo, que adora o direito, atua na Junta Comercial. José Augusto Torres Potiguar , no Ministério Público Federal. Nélio Gonçalves e Maria Luiza Brito, juízes trabalhistas aposentados, Rosita Sidrim Nassar, desembargadora federal e José Acreano Brasil e muitos outros estão com seus escritórios de advocacia e em outras atividades afins. 

Maria Lygia com a beca de colação; com o paraninfo, seu pai João de Queiroz Elias Nassar e logo atrás, aparecem, a mãe, a profa. Lygia da Cunha Nassar e a filha caçula Rita da Cunha Nassar

E inobstante ser inscrito e registrado na OAB-Seção do Pará e por conseguinte ter o titulo de advogado, consolidei o que todos sabem sempre quis ser: jornalista e escritor e amar a Maria Lygia e o nosso filho Filipe, que junto comigo, louvamos e agradecemos ao bom Deus pelo dom da vida , oportunidade dos estudos e tudo que nos proporciona e erguemos um brinde à turma querida que faz parte da aurora de nossa vida profissional. 

Foto de formatura do Salomão Larêdo e comemorando a formatura com Maria Lygia

Parabéns!! Felicidades caríssimos colegas do curso de Direito da UFPA, 1974, pelos 40 anos de formatura. Recordando as páginas daquela vida de estudantes do curso de Direito da UFPA, no velho Casarão, que virou a história viva e a memória coletiva e de cada um, com imensa saudade e com muito carinho e ternura, recebam, queridos colegas, o nosso feliz abraço abraçado neste dia 18 de dezembro de 2014, afetuosamente: Salomão et Maria Lygia Larêdo.