Salomão Larêdo

Salomão Larêdo

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Saiu na revista

COMO A SUÉCIA TRATA SUA GENTE!

Salomão Larêdo, escritor e jornalista



NA SUÉCIA, A TRANSPARÊNCIA; O POLÍTICO!
VEREADOR NÃO GANHA SALÁRIO!



Caso queira, faça uma comparação com o que temos e perceba se não está na hora de uma boa reforma estrutural, amigo leitor deste espaço!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

VEJA O CIDADÃO TRANSEUNTE E A CIDADE TRANSITIVA NA LITERATURA PARÁ QUE ESTÁ NA REVISTA DA FOX DESTE SETEMBRO.

LITERATURA PARÁ

Nos tempos de Setembro, cheios de bossa e calor, a mesma certeza: ler é o maior espetáculo da vida!

LANÇAMENTOS

- livro de Suely Sinimbú Miranda Lobato e Cesarina Corrêa Lobato.




- Belém: Floresta dos Telhados, obra poética de Ronaldo Franco, Noélio Melo e Sandro Barbosa.

LEMBRANÇA

Espaço evocativo da memória de autor autóctone que já nos deixou: Abguar Bastos, escritor paraense, de Belém, radicado em São Paulo tecia seus trabalhos – romances, folclore, ensaios e publicou: Vozes do Acontecido – Fatos e testemunhos; Memorial da Liberdade, dentre muitos outros livros. Sócio-fundador da Associação Brasileira de Escritores, hoje UBE, de São Paulo e a Ordem Nacional dos Escritores. Foi também deputado federal pelo Pará.

DESTAQUE

O Cidadão Transeunte, livro do escritor paraense Armando Dias Mendes. Sobre ele, o prof. Benedito Nunes, escreveu: “Autor de a Cidade Transitiva, Armando Mendes poderia ser chamado por este trabalho de agora, transeunte de uma cidade itinerante, onde tudo é passageiro e lugar de passagem: o cidadão, a cidade, os assuntos, as fantasias. Ele mesmo se considera “avivador de transiências”. Avivador e aviador, esta última palavra no sentido de quem vende ou fornece mercadorias. São mercancias várias, lembranças aviadas conforme o passar do tempo...” Há também poemas no livro do prof. Armando Mendes, que BN chama a atenção: “... exige um leitor atento e ágil, apto a saltar da  prosa da vida à poesia, e a retornar, em outro timo, da poesia à prosa da vida”.



RECEBI

-A Ação dos Salesianos de Dom Bosco na Amazônia, trabalho organizado por Mauro Gomes da Costa, memorial sobre a presença salesiana na Amazônia que começou em São Gabriel da Cachoeira – Rio Negro/Amazonas, em 1915. Trabalho que de certa forma, marca os festejos do centenário da congregação salesiana em nossa região, incluindo o Pará. O livro acima foi ofertado pelo padre João Mendonça, diretor do colégio salesiano, em Ananindeua.  


- O Cidadão Transeunte e A Cidade Transitiva, livros do prof. Armando Dias Mendes, paraense, de Belém, oferta do médico Eduardo Braga Filho.



LEITURA RECOMENDADA

Carlos Gomes no Pará, trabalho do professor e escritor Clóvis Moraes Rego, obra que faz parte da série “memórias especiais”, iniciativa do departamento de física e matemática, da UFPA.

Purus – histórias de ontem – estórias de hoje, obra produzida pelo escritor Líbero Luxardo.

A Jangada – oitocentas léguas pelo Amazonas - obra de Julio Verne.



Ficções do ciclo da Borracha – A selva – Beiradão - O amante das Amazonas – livro de Lucilene Gomes Lima
Sete Cabeças, livro de Bruno Godoi – o escuro nunca foi tão surpreendente. Conseguirão sobreviver? O que há em comum entre Anton Levey e os três desconhecidos?
A Cidade Flutuante, livro ficcional de Daniel Dias – seu mundo nunca mais será o mesmo – Para salvar o mundo ela estaria disposta a destruir seu passado?



Primeiro de Maio, organizado por Marisa Lajolo, contendo textos de Monteiro Lobato, Olavo Bilac, Mário de Andrade, Carlos Vogt, Nilza Amaral, Oliveira Silveira, Lourenço Diaféria.



Paíz das Pedras Verdes, livro de Raimundo Moraes, texto com assuntos variados ligados ao tema de gosto do escritor: a Amazônia.



A Estrada e o Rio, romance do escritor Virginio Santa Rosa.

Galvez Imperador do Acre, livro ficcional de Márcio Souza.



Leia esta coluna todos os meses na Revista Fox







quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A LITERATURA DE SALOMÃO LARÊDO ANALISADA PELA PROFESSORA RITA DE CÁSSIA

Profª Rita de Cássia e Salomão Larêdo

"...Larêdo, de sua parte, se adianta e se modifica conforme as transformações das práticas de leitura, sobretudo diante dos desafios colocados nesses tempos de textos eletrônicos e de uma eventual “crise” da leitura". Disse a professora Rita de Cássia Silva, no encontro entre docentes e discente do curso de letras na disciplina Literatura Amazônica, da criativa mestra Bel Fares. Rita de Cássia, sempre sagaz e atenta leitora, com argúcia, levantou a questão da linguagem em minhas obras. 

Salomão Larêdo: Um escritor e suas mil faces 


(Rita de Cássia da Silva - Graduada em Letras, Especialista em Língua Portuguesa e Abordagem Textual e professora na rede pública)


“Jamais ter vergonha de ser feliz e inventivo” convida-nos Salomão Larêdo, na orelha do livro Jiboia Branca via Tapanã/ Tenoné sentido Águas Lindas/ Ver-o-Peso”, um livro proposto ao leitor como “Enlinhamento dos ônibus de Belém, um texto (poema) instalação”.


Situar a linguagem nesse patamar da novidade, da inventividade, propondo-lhe mais cor e sabor, enfatizando os saberes da Cultura do Pará, faz parte da produção literária de Salomão. Acima de tudo um escritor que se propõe “experimentar para criar... porque tudo é provisório, é gambiarra, é apenas um meio, nada é eterno e a mutação é constante”, citação do mesmo livro.

Diante de tanta inventividade, deduzimos ainda não haver a “completa tradução” desse nosso Arqueólogo da Cultura Paraense, nesse mover e remover do solo cultural do Pará. Às descobertas trazidas à luz a custo da perene pesquisa empreendida por Larêdo, substrato de sua obra, soma-se esse quase midiático jeito de lidar com a linguagem. No final das contas, o que vale mesmo é propor ao leitor o dinamismo do ato de ler; tirá-lo da indiferença; “seduzi-lo” pela leitura; facilitar a satisfação do encontro entre leitor e obra. 


Assim, da extensa obra de Salomão Larêdo a diversidade textual é uma das inúmeras marcas, nascida da dinâmica mesma de cada livro. Sempre de uma forma crítica nos convidando à leitura sob uma nova perspectiva de olhar e ver o mundo.

Na obra anteriormente citada (edição 2003), percebe-se que a proposição dos itinerários e linhas de ônibus explora o aspecto lúdico e poético que sobressai das denominações: “Linha: Utinga - Pça. Pedro Teixeira”, Linha: Pedreira-Condor”, “Linha: Npi-Ver-o-Peso”... E a dinâmica do livro se engendra entre poemas, microcontos, fotos, notícias de jornal e marcas de deliciosa oralidade, nosso falar paraense.

Essa maneira de trabalhar a linguagem faz lembrar as considerações de Roger Chartier, quando trata das características que remetem ao universo da leitura no espaço virtual: diversidade de textos num mesmo suporte (a tela do computador), onde não mais se distingue os diferentes gêneros ou repertórios textuais, semelhantes em aparência e equivalentes em autoridade. Não há, portanto, nesse contexto, a necessidade de distinguir, classificar e hierarquizar os discursos.

No livro “Marcas d’Água” (1998), o leitor tem contato com os “aerotextos”; em tempos de aeróbica (ritmo e rapidez) nada mais oportuno para conferir agilidade à leitura. Ao leitor são oferecido textos em prosa, bem como poemas, lacunas a preencher, questões de múltiplas escolhas e ainda textos provenientes de jornal e de revista, cuja linguagem referencial vem compor o painel de diversidade textual. 


Todo esse universo intertextual se complementa harmônica e pluralmente com a intenção explícita de cativar o leitor; com a consciência da missão dessa formação do leitor; nesse mesmo espaço o autor revela “Com educação/ mudaremos o mundo,/ desviaremos o rio e as/ águas passarão”.

Diante do exposto, apreende-se certa originalidade na obra de Larêdo, advinda dessa dinamização do suporte (livro) mediante a diversidade textual. Como vimos tal diversidade confere consequente impulso positivo no incentivo à prática de leitura, já que confere dinamismo ao ato de ler.

Os aerotextos prevalecerão ainda em Trapiche (2003), dessa vez livro bem mais extenso contendo causos, curiosidades, peculiaridades culturais, costumes e lembranças de lugares e pessoas que povoaram a infância- vida desse nosso escritor cametaense, de Vila do Carmo, Pará. O leitor pode empreender sua leitura entre prosa, algum poema e aerotextos (microcontos). “Gosto de Reaproveitar as coisas, reciclá-las e reciclar-me para não ficar desatualizado”, conforme esse trecho citado da referida obra. Pensamos demonstrar, novamente, essa busca consciente do autor pela interação com o leitor também por meio da diversidade de seus textos. 


No livro Antônia Cudefacho - ardente amor de um padre, a proposta é ser uma “encíclica cametaense - situação estritamente confidencial, romance transubstanciação”. Uma narrativa, baseada em fatos reais; de uma prostituta socialmente engajada e seu romance com o padre do lugar. Com curtos capítulos e entrecortado de, no comentário de Alfredo Oliveira, “verdadeiro dialeto falado na beira do Tocantins”; dialeto que sugere a resistência contra o colonizador português, se considerarmos nossa origem cultural. 

O texto se apresenta como encíclica, carta ou documento pontifício, dogmático ou doutrinário, dirigido ao clero católico, diz o dicionário. Na própria obra, porém, o autor revela que “esta encíclica social não envolve nada na área jurídica, canônica e nem teológica, não é dogmática, nem pastoral” (utilizada apenas como gênero literário, portanto). Escrita em língua brasileira, escrita em estilo crucial não exigindo arte nenhuma para ser lida (diferente das escritas em latim); pontifícia porque é “das gentes das pontes” e “estivista”, portanto, da estiva mesmo”, reiterando a linguagem , por vezes, satírica do próprio escritor.


Quanto a ser um romance transubstanciação (transubstanciar, transformar uma substância em outra) podemos ver, pelo menos, dois aspectos. Da entrevista, na qual iniciara o autor seu processo criativo, até a escritura do romance propriamente dito, tantas informações, sobretudo de aspectos sociais e culturais, foram sustentando, embasando o universo narrativo. Ainda poderia ser observado o fato dele ter partido de uma personagem, já inserida no imaginário popular, que passa à personagem de um romance no qual é lhe conferido, acrescentado, todo um conjunto de informações, permitindo conhecer e entender o contexto em que transitava, a Cametá de outrora, sua gente, sua fala, suas tradições e costumes: “ Antônia entrava para a história. Encantada, virou lenda, virou mito”.

Em tempos de interatividade entre textos, proposto pela leitura virtual, o livro em questão dialoga com outro livro que mostra os bastidores desse romance transubstanciação. O livro é “Antônia Carvalho por Maria das Mercês (entrevista)”. Trata-se da entrevista inicial à filha de Antonia (personagem do primeiro livro) objetivando levantamento de informação para escrever o romance anteriormente citado. 


Da entrevista inicial ao romance propriamente dito percebe-se o apurado tratamento de inventividade que fica a cargo do escritor. Informações, sobretudo culturais, tecidas por meio do dialeto das gentes tocantinas: a procissão de São Benedito; os blocos carnavalescos ou fofós; a tradição junina dos banhos cheirosos; histórias de Matinta, “que mundiava os homens e os carregava para onde queria”; os remédios caseiros; orações para mau- olhado; simpatias.

Ainda sustentam a narrativa as considerações e situações voltadas para aspectos sociais, contraste entre desenvolvimento e subdesenvolvimento dos espaços da narrativa; além de aspectos incorporados também pela personagem Antônia cujo “prazer era ajudar o próximo”: as benemerências, as campanhas políticas, os questionamentos sobre a pobreza de seu povo.

A estratégia visualizada pelo autor (“making off” do romance) faz lembrar um recurso utilizado, a priori, pelo cinema mostrando os bastidores de suas produções. Além de entrevista documental o, digamos, livrinho- anexo ainda traz fotos ilustrativas e documentais. Na entrevista a filha de Antônia relata sobre a mãe “Mulher solteira popular, benquista, amiga boa, generosa. Seu enterro foi um acontecimento em Cametá. Era muita gente e gente em toda parte, uma multidão”. 


Essa versatilidade da linguagem na obra do Larêdo escritor, que agora é analisada, torna-se possível pelo fato de o próprio autor ser também editor de seus livros. Pensamos que essa duplicidade de tarefas proporciona maior liberdade ao escritor e seu processo criativo.

Salomão Larêdo, conscientemente, segue os preceitos preditos dessa vez por Rolan Barthes sobre a posição da leitura e construção de significação do texto como espaço com sentido plural, móbil, instável.

Larêdo, de sua parte, se adianta e se modifica conforme as transformações das práticas de leitura, sobretudo diante dos desafios colocados nesses tempos de textos eletrônicos e de uma eventual “crise” da leitura. Essa sensibilidade e percepção dos anseios do leitor provêm das inúmeras palestras já realizadas pelo escritor - editor com o intuito de divulgação da leitura e formação do leitor.

Certamente, nesses encontros o escritor ouve, pressente as necessidades do leitor em interação com seus textos e, mediante posteriores leituras e reflexões, procede as adequações necessárias à efetiva sedução ou conquista do leitor de sua obra. 

Prof. Rita de Cássia e Salomão Larêdo

Assim, finalizo esse texto, que não tem a pretensão de esgotar o assunto, com um trecho de Marcas D’água que demonstra bem a posição de interatividade em que se coloca Salomão Larêdo diante desse seu expressivo legado literário: “escrito nas costas das águas, papel que nunca se acaba. Há sempre espaço e sua leitura é socializada, alcança a todos e vai sendo escrito e reescrito onde haja gente conversando à margem dos rios, contando as coisas, casos, fatos, fenômenos, enfim, as novidades e quando a maré reponta, voltam as notícias de outras paragens, acrescidas, novas, renovadas, completadas e assim se faz a comunicação das águas por águas” .

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O USO DAS TOALHINHAS, O HÁBITO CULTURAL, OS TAMPÕES E A INDÚSTRIA DO DESCARTÁVEL QUE GEROU O CONSUMIDOR PELO SISTEMA CAPITALISTA DIANTE DO CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO.

Salomão Larêdo, escritor e jornalista


Em prosa descontraída, amigo médico, observador, chamou-me a atenção para o uso de toalinhas - verdes, vermelhas, azuis, de todas as cores - sobretudo, por mulheres de todas as idades e frisou a questão da higiene, pois com elas, as usuárias aparam secreções como espirros, tosses, limpam nariz, boca, mão, os olhos, se abanam, enxugam o suor, lágrimas, babas, pousam nos ombros, enrolam, úmidas nas mãos e as usam o dia inteiro e colocam nas bolsas e no dia seguinte, as reutilizam, sem lavar e não sendo descartáveis, a proliferação de bactérias é grande. 


Leitor deste espaço, tu já observaste isso? E sem fazer qualquer tipo de apologia ou crítica, uma pequena conversa em que se mostrasse às usuárias a necessidade de tê-las, por educação, saúde, higiene, etiqueta etc, sempre bem levadas, pegaria bem mostrando que poderiam viver sem elas? Ou, quem sabe, se for de todo impossível largar esse hábito, desfazendo as toalhinhas infectas que parecem ter virado hábito cultural, quem tivesse condições, usar as de papel, descartáveis e por isso, mais higiênicas. 


É uma discussão pertinente, caro leitor, relembrando os tempos em que as mulheres, por ainda não estar em vigor a indústria do descartável, imposta pelo sistema capitalista praticado no mundo inteiro, incentivando o consumo até pelo número crescente de habitantes, pessoas do sexo feminino, as mulheres usavam calcetas fabricadas de peças de tecidos, domesticamente e panos higiênicos, chamados tampões como aparas ao sangue menstrual e hoje, o hábito das calcinhas feitas industrialmente e chamadas de lingerie e dos absorventes íntimos modernos, essa prática do tampão, deve, se não me engano, estar quase em desuso ou totalmente abolido. Será que o caminho não seria por aí para acabar com o uso de toalhas infectas que podem evitar afecções. Qual tua opinião amigo leitor deste espaço?