segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SARRABULHO – A lenda da Cobra Norato – encantamento amazônico

 Salomão Larêdo escritor e jornalista


O livro de conto 'Sarrabulho - a lenda da Cobra Norato' é o grande vencedor do cobiçado 'Prêmio Monteiro Lobato'

Livro de conto, o quarto livro da tetralogia da estética da sedução, último livro da série manga/encantamentos da coleção mapará e ficcionado a partir das diversas versões da lenda existente na literatura amazônica. A mãe das personagens centrais se chama Zaís, lindíssima, sensualíssima e cobiçadíssima executiva superbemsucedida em Nova Iorque, mas, cametaense, de raiz que ao consultar pajé descobre-se grávida dum caruana (encantado do fundo) e pári as crianças na beira d’água expelindo duas cobrinhas gêmeas: uma menina, chamada de Maria Caninana e o menino de nome Honorato ou Noratinho que logo foram fazer a vida na Europa onde estudaram... Mas, não deixaram de ser gente do fundo, encantados. E na condição de gente e de irmãos, com seus naturais conflitos, sem rivalidade entre eles, mas relação difícil. Maria Caninana, sedutoramente conhecida como Naná, Kamhy, Nini, Canina , Maria ou Jill Bóia ou ainda Kaninna, era a rainha da maldade, destruía navios na Groenlândia, provocava maremotos no mar do Norte e com o nome de Abília, atiçava tsunamis no Sri Lanka; era agitadora conhecida na República Dominicana onde se chamava Feliciana; Hororato ou Ho ou Hono-Hono, ou Honor, estudioso, pós-doutorado na Alemanha, afamado e sedutor conferencista de renome, rapaz de boa índole, sofria com as malinezas da irmã e terminou por tirar-lhe a vida; e ao visitar a mãe, rogava fosse desencantado, queria ser gente normal. E, numa bela madrugada, vindo de uma festa na localidade de Baião, no Baixo-Tocantins, Hono conseguiu que um soldado acutilasse sua cabeça no cais de Cametá...

Paula e Carolina, leitoras


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Um comentário:

Marcia Coelho disse...

Me senti "perdida", às vezes, com a confusão de vozes de narradores que interferiam na narrativa. Me senti envolvida a cada fato, tanto é que quando "peguei" o livro, não o larguei mais. Uma leitura que durou aproximadamente 3 horas, contadas algumas interrupções do "facebook" e do "whatsapp", talvez isso tenha feito com que eu me confundisse? Não sei! Só sei que precisarei lê-la para esclarecer tal dúvida e desfazer essa "confusão". Se Zaís e Nana são a mesma pessoa, aí aquele leitor anônimo já foi muito audacioso. Pois, como uma mãe e uma filha podem ser a mesma pessoa? E, Quem fez a tal observação? Assim como o Código da Vinci, o Filme, veio "mexer" com nossos preceitos religiosos (pelo menos com o meu mexeu), esse "observador" me totalizou de dúvidas. Sim! É só um conto. E o interessante é que só fui ver isso agora. Tratei a leitura toda como se fosse uma lenda. Você conseguiu, autor! Aguçou o aspecto da subjetividade do texto literário em mim, e assim espero que faça com os demais leitores. Enfim, a leitura foi utilizada para criar uma Sequência Expandida, proposta de Rildo Cosson, para o letramento literário, para o meu curso de Mestrado do PROFLETRAS, na UNEMAT, Campus de Sinop, pois antes de fazer com que os alunos leiam, nós, professores e pesquisadores, temos que já ter lido para que o aluno perceba nosso amor pelo texto literário. Mas, depois me vi sido "engolida" pela trama, pelas "cobras" da literatura, que ora nos puxa e ora nos larga de si e para si. Já ia esquecendo, há outras críticas sobre essa obra? Se houver, quero (e preciso) estar "lá". Abraços na "Zana" (Zaís e Nana unificadas... sem fechar o parêntese nem ponto final