Mostrando postagens com marcador SalomãoComenta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SalomãoComenta. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

MUNDIAÇÃO CAMETAENSE PELA FOZ/VOZ CABOCA SEDUTORA

Leia abaixo, o texto do escritor e jornalista Salomão Larêdo que faz parte da sua apresentação ao vocabulário terminológico da profa. Odaisa Oliveira.


MUNDIAÇÃO CAMETAENSE PELA FOZ /VOZ CABOCLA SEDUTORA

Salomão Larêdo

Quem passa por Cametá sente a força da atração, fica imediatamente mundiado pelo mistério que se plasma num encantamento comum e natural do cametauara , envolvido pelo cheiro cheiroso que chega remixado entre pitiús das águas maparásaviúnicastocantinas e os odores das folhagens, ervas, raízes da mataria do entorno, protetora das simpatias do ser especial que habita a cidade e o município mais antigo do Baixo-Tocantins: o homem e a mulher de Cametá. 

Não existe gente mais alegre,amiga, bonita, sedutora e que deixa o outro cheio de desejo por seu odor, cor da pele,poesia no andar e no ardor; não há povo mais feliz, simples e amoroso que o cametaense. 

Contudo, o que mais exerce o poder de encanto é a fala, o dialeto cametauara, a musicalidade pronunciada entre hálitos e hábitos lingüísticos que soam e sopram nos ouvidos e aí, éfeta, você está aberto às relações sociais, pronto, apto, curado, nunca mais esquece a bela e fogosa Cametá, fica fisgado e visgado, pregado atavicamente a esta deliciosa gente ao chão dessa sociedade prenhe da história amazônica de lutas e devoções de festas de santos e encantados do fundo dos rios, peráus de palácios, aqui, texturas de vozes buiadas das profundezas que ecoam evocando arquiteturas narrativas, construções orais divulgadas com prazer estético e poético pela atriz cametauara Natal Silva raptada do sitio à cidade de que nos fala Ítalo Calvino; encantados da mata que têm o predicado do afeto, das confrarias amorosas nessa irmandade da estima, povo vigoroso, sangue cabano que faz revolução social e cultiva nas entreilhas e nas entrelinhas da estima, a fervura dos índios tupinambá na sua expressão camutá que há quase 400 anos defende o Baixo-Tocantins de qualquer tipo de dominação que venha a tentar sujigar seu ethos com determinação opressora e repressora de quem quer que seja e para que fim deseje, a fala é uma defensa, uma estaca de acapu , esteio de maçaranduba, aquariquara contra o raptor, o mau-olhado e os quebrantos intelectuais com nascida, pustema, pereba , rasgadura e corso.

E por isso, entre balaustrada de açaizeiros, estivas de miritizeiros surge o pontificado do parente identidade identificadora de um falar próprio, diferente e bonito demarcando o terreno desde Igarapé-Miri, até Muru, nas ilhargas hidreletricadas de Tucuruí, mantendo um sotaque que ao abrir da boca, ao espocar da palavra, sabe-se: é caboclo cametauara, é gente de Cametá, é papamapará, é pessoal poliglota porque dizque, cumantão, se exprime em outros idiomas: a língua brasileira, a fala paraense, o sotaque amazônico e o dialeto cametaense. Quer algo mais universal que isso ? 

A professora e pesquisadora Odaisa Oliveira também foi mundiada por Cametá e sua gente e seu jeito e seu modo e cuida de registrar o que a geografia do falante a morfologia do vivente daqui faz obra e oblação e na seqüência serial de outros trabalhos, digamos, etnográficos que preparou, surge esta produção do vocabulário terminológico cultural da Amazônia paraense: com termos culturais da área de Cametá, subentendendo-se área, aqui, todo o contexto sócio-geográfico e político, que começa em Abaetetuba e se derrama quase até Marabá, subindo e descendo, como o rio Tocantins, no fluxo e refluxo e defluxo da maré, força das águas, pujança do rio que vem roendo o espaço-cais-cametá, sem poder nunca acabar-lhe porque qual Penélope, inicia e recomeça e principia e pia , reclama e volta e retorna e retoma com prazer uma sintaxe para que se entenda o léxico que a representação simbólica das narrativas populares da Amazônia Paraense como linguagem de informação quer apropriar como um resultado significativo que a Universidade Federal do Pará vem promovendo dentro de sua missão identificativa da cultura e, qual os termos judiciários, dessanefar nichos de termos (sintermos) culturais que a comunidade ribeirinha planta e cultiva com a saliva também de povo da floresta, cabanoágua, fluvigente, povo da água, aguapovoado, aquarigente, fluviários caminhos da cultura popular entretida nos aturiás e aningais dos quilombolas e que acumulam palavreado inventado e inventariado pela sapiência de gerações que apesar de sujigadas e de toda vicissitude, manteve firme, através da fé, do mito e da crença,os seus costumes, suas lendas e narrativas tufadas de histórias fantásticas que explicam a grandiosidade desse povo valente e destemido, ainda que temente respeitador da visagem, do lobisomen, da matintaperera, povoboto e botopovo, genteboto, gente bota gente e gente que bota povo e povoa com os orvalhos e ovários os úteros mergulhados em inhacas que atravessam nas canoas seduzindo outras margenspáginas, remandodeslizando no dorso da cobragrande e despeja na bacia os cios da noite os cios do rio os ciscos estercados que o sirimbabo faz no tijuco, ciscando e cismando com as arrudas viçosas plantadas nos adubos de caroços de açaí apodrecido nos pairés, a comidia que o boto-gente bota na proa da dissimulação e sai caçoando entre assobios que o chapéu encobre e o furo da cabeça esguicha preguiça na esfumacenta manhã de amores-pajelança lançante maré de marçoabriljulhosdezembros de seu discurso na atividade humana do interrelacionar-se. Oh, fala!!

É bonito ver a doutora Maria Odaísa e sua equipe com a seriedade científica, estar entaniçada de tanto termo que a gente – Mocbel, Doriedson, Danúzio, Bené, Luis Peres, Celeste Pinto, Marlene Assunção, Sebastião, Dmitrius, Silvia, Cupijó, Lenira, Izabel, Manoel, Cassique, Regina, Gilmar, Malcher, Pompeu Braga, para citar uns suprimos - fica numa sintirmice que não tem tamanho. 

É sempre preciso vir nutrir-se,buscar numa das mais importantes e antigas cidades paraense, o caroço de tucumã com que o dia começa e se tem a noite das anunciadas anunciações e alucinações de pajelanças cumpridas e compridas como as mangas dos candeeiros curtindo as ânsias , faróis de boiúnas a soletrar aguardente para noratinho juaba negro quilombola mola mocajuba viladocarmo e trabandas e marinteuascarapajósinachas acha de lenha no fogo do munguzá e faz sarrabullho do sanguecaldo do porco assado pra encarnar um santo preto que traga as danças e festas sambas de cacete , bangüês,cúmbias e merengues de gengibirras com lanzudas prosas de língua como processo de expressão da vida cabocla, raiz e origem.

O falar cametaense é um modo de resistência à homogeneização que a indústria cultural da globalização impõe nestes tempos pós-modernos. Qual é a língua que falamos aqui na Amazônia ? Qual a que falamos em Cametá ? É a língua que inventamos que contém tudo que nos identifica e essa maneira diferente diversa e que tem sido motivo de risos , deboches e caçoadas que deixavam o caboclo falante, mudo, sem fala, esse falar, essa linguagem popular teria influência francesa dos delatuche que interditava a comunicação, que silenciava, felizmente foi mantida e hoje também estudada pela academia, rende também este trabalho precioso que a professora Maria Odaisa reconhecidamente engloba em sua percuciente investigação, num labor sempre carregado de dificuldades para quem se arvora, sem pavulage, a fazer ciência , a se enfronhar na pesquisa, a criar uma episteme amazônica.Temos uma fala regional ! Vocábulos se assanham. É o pós-parto, a fruição do prazer pelo que decorreu dessa dor de gestar e parir o fruto, a semente numa semântica de experiência pessoal e coletiva: fizemos, aqui está !!

Peço ao rezador para dar uns passes na cabeça da academia para que se faça presépios e cosmoramas e se observe percebendo o homem e a mulher nativos deste espaço, valorizando o que é nosso.

Mesmo sob forte fogo midiático globalizado padronizado com toda propaganda maciça que entra nos tapiris do Baixo-Tocantins por meio da parabólica quer abolir e parar o Pará, profanando e poluindo a nossa fala, agredindo nossos ouvidos querendo desletrar o siriá e desmusicalizar o samba de cacete, dilacerando o bangüê, o caboclo mesmo pressionado, não substitui o açaí pela coca-cola, o araçá pela tâmara, o ailoviu pelo aviu.

Festas, foguetes, benzeções, ladainhas, responsos, pajelanças xamânicas, batismo, crisma e cisma do bispo e casamento religioso com efeito civil ou com qualquer outro efeito ou feitio, o caboclo topa com a igreja e vai se defendendo de todo tipo de aculturação que quer se impor diante de sua espontânea fala.

Quem revista cacuri também olha shopping; quem apita na garrafa anunciando mapará no porto agora usa celular para ser retratista lambe-lambe da comunicação do presente, retrato em branco e preto de mastro de santo, paumadeira ibamada ou não certificada, que vai e vai...

Deste e neste chão cametauara, provindo da Vila do Carmo,sou um encantado com a mundiação que a professora Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira processa e que vai repercutir como o cheiro do tucupi e arder como a pimenta de cheiro do tacacá no tempo certo para que corações e mentes façam valer a bravuracabana e tragam de volta um tempo de feliz humanização em que todo ser era encantado pelo afeto de saber o outro, sujeito e predicado de uma vida mais feliz !

A professora Odaisa Espinheiro não poderia passar impune por Cametá, pelo Baixo-Tocantins sem ficar indelevelmente breiada, tisnada, açaizada , marcada – para sempre – pelo mistério cametauara, daquilo que naturalmente imana daquela terra de bivalvos cobiçados, do amarelo-ouro da casca do cacau-pivide que vai dar um bom chocolate com gema de ovo e farinha de tapioca para a sustança de que se precisa para aguentar o tranco uirapuresco de seu povo que exala sedução e faz comichão corporal gozoso e generoso. Credo ! Uai, sumano quem lhe cuntu semelhante cuisa ? 

Agora sim, o vocabulário terminológico da Amazônia inicia seu “veldadeiro” círculocircuito. Agora a UFPA começa seu processo autêntico que é entender e falar fluentemente a fala das gentes das águas dos rios, multirios, presentificando-se em nossa rica cultura popular. 



Parabéns professora Odaisa Oliveira, por mais esta pérola que você produziu - e me pede para apresentar - e que salta do bivalvo tocantino, concha aberta aos que gostam de se abeberar direto, na fonte em que você, correndo terra, foi buscar toda essa imensa riqueza. Parabéns Maria Odaisa pela pepita de ouro que é este livro que brota das entranhas cametaenses da cultura dos povos amazônicos e segue para o uni-verso da maré cheia de significados.

Rabetas ou rabudas ou cumpridonas

Foto mostra - com elas, nosso caboco faz seu ir e vir constantes em nossos rios, furos e igarapés onde só alguns poucos utilizam a força propulsora dos remos de madeira chamados jacumã, sem serventia.Os remeiros ou remadores que eram contratados para fazer viagens, desapareceram.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ESQUECIDOS - Deu no jornal.

Leia abaixo como continua o esquecimento, o preconceito com o povo da região Norte do Brasil, referente a recursos culturais. Fonte: Jornal O Liberal, edição de hoje, 25 de novembro de 2015, caderno Magazine, pág.4.












SALOMÃO LARÊDO NO CIRCUITO DA TV CULTURA NESTA QUINTA-FEIRA, dia 26 de novembro de 2015, ÀS 21h30, EM INTERESSANTE E IMPORTANTE ENTREVISTA

– Todos tem que ver, assistir,ninguém pode perder essa importante e interessante entrevista que a jornalista Amanda Campelo fez com o jornalista e escritor Salomão Larêdo. É na TV Cultura do Pará, às 21h30, nesta quinta-feira, dia 26 de novembro de 2015. As fotos documentam o momento em que o escritor Salomão Larêdo chega à emissora de televisão e concede a entrevista à Amanda Campelo e aos cinegrafistas Hélio Furtado e Edson Cabral.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O ESTOURO DA BOIADA OU ATÉ PARECE QUE A MANADA PENSA

Faz tempo, muito tempo exportamos boi em pé que os navios vem buscar e levam sobretudo para o Líbano e Venezuela. Algum problema? Nenhum. Mas, quanto o Pará recebe por esse tipo de comércio com o exterior? Quanto lucra cada paraense que vê a floresta ser desmatada e virar pasto, o clima mudar, o calor aumentar e a carne bovina - frutas e demais produtos - desaparecer e encarecer? E quanto custa 1 quilo de carne para o paraense? Exportar é uma prática que só deveria ser permitida quanto o mercado interno estivesse abastecido com o melhor e com boa oferta, o preço mais baixo que o atualmente praticado como se não tivéssemos pecuária. Ontem um navio adernou e afundou com cinco mil bois. E a foto e anota do jornal, fala em navio transportando 15 mil. O fato do naufrágio no rio Pará, no porto de Barcarena serve para que todos nós tomemos conhecimento do que acontece com nossa economia, com as atividades agropecuárias, com nosso pescado – daqui saem em caminhões frigoríficos, toneladas e toneladas de pescado, de carne de todo espécie, daqui carregam com nossa farinha e outros produtos que a Amazônia exporta, sem que o povo tenha o retorno em hospitais, estradas, moradia, transporte etc.( Fonte da nota de jornal abaixo postada :coluna de Alyrio Sabbá, publicada no jornal O Liberal, edição de 02 de outubro de 2015, Belém – Pará)


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

NA CELESTIAL COLÔNIA DE AMOR DO BOSCO E CELESTE


Para compartilhar estimas e fruir alegrias e afetos, fomos encontrar os Lopes – Bosco e Celeste e família -, num lugar paradisíaco e pleno de amor e paz! – Thaise e Fran nos levaram, junto com a França e a viagem ficou ainda mais agradável e logo descemos para os abraços abraçadamente abraçados de amigos e viver convivendo naquele clima encantado de gente afetuosa numa paisagem emoldurada pela brisa do rio e o rio mostrando a floresta preservando animais e plantas, os variados tons de verde e na descontração do lugar e da amizade que logo entrelaçou todos numa grande mesa em que se fraternizou a alegria e se confraternizou num almoço com iguarias paraenses, desde o tambaqui de forno e de brasa com sal, pimenta de cheiro e limão, o caranguejo, churrascos variados, feijoada, farofas e a delícia das delicias: açaí branco e preto, colhidos de um plantio especial e as farinhas d’água e de tapioca, camarão frito e os frascos de afetos circulando em clima de alta consideração entre todos que se prolongaram nas horas da tarde em prosa carinhosa regada por muito riso entre banhos refrescantes e sobremesas gostosas, munguzá, e café que foi emendar com a noite em novas prosas entremeadas com tacacás e raspa-raspa de araçá, nas praças e ruas de um lugar paradisíaco que nos deixou plenos de muito amor das atenções do Bosco e Celeste e demais amigos e familiares a quem agradecemos o carinho e as muitas bênçãos de Deus que todos recebemos naquele ambiente de paz e de muito amor, fruto do trabalho e muita Fé No embalo das redes da varanda compartilhada com histórias e casos, fomos dormir. 

 Thaise, Fran e Maria Lygia no pé de laranja-lima


Felizes e alegres depois de uma noite de sono reparador em ambiente silencioso, despertados pelo canto dos pássaros, o cheiro das deliciosas laranjas-lima, fadas e duendes, alimentados de bom dia e sorrisos e de café com tapioca que Celeste adubou com o melhor de seu encanto e Bosco completou com a tranquilidade de um ser humano de paz, retornamos refeitos de um final de semana deslumbrante na companhia de gente afetuosamente querida e feliz e que sabe fazer o outro, feliz e o nome disso se chama: amor, carinho, ternura e afeto que sempre retorna a quem proporciona. Gratíssimos Celeste e Bosco e família. 

Ana, Celeste e Bosco, Salomão e Maria Lygia, Odaisa e Célia


Deus e a Virgem de Nazaré continuem abençoando, protegendo e guiando todos vocês. Bjs: Salomão et Maria Lygia Larêdo. (Na sequência de fotos: Thaise, Fran e Maria Lygia no pé de laranja-lima; Na hora do almoço, a confraternização; na mesa redonda, gente querida, amiga e caprichosa: Ana, Celeste e Bosco, Salomão e Maria Lygia, Odaisa e Célia; e o vaso com a bananeira do rambo).

vaso com a bananeira do rambo

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

CAMETÁ - A EDUCAÇÃO COMO META

Salomão Larêdo, escritor e jornalista 

Há mais de dez anos, pelo menos, o município de Cametá, por meio do trabalho liderado por dois educadores – os professores. drs. Gilmar Pereira da Silva e Doriedson Rodrigues -–, começou seu processo de efetiva mudança, tendo como alicerce, a educação. Planejaram investir em educação que se expressa no trabalho de confiança e qualidade através da adoção de novos cursos no campus da Universidade Federal do Pará, em Cametá, na condição de coordenador e vice, respectivamente 

Os professores Gilmar Silva e Salomão Larêdo

Prof. Doriedson Rodriguês e Salomão Larêdo


Prof. Dorielson Rodrigues Gaia e profa. Dilma Cardoso Pereira, incansáveis batalhadores pela educação e cultura cametaense, com Maria Lygia, Salomão e Filipe Larêdo. 

Gilmar e Doriedson foram atrás de meios, recursos e com ação política começaram implantando faculdades, abrindo, em todas as cidades do Baixo-Tocantins (Baião, Oeiras do Pará, Mocajuba e Limoeiro do Ajuru), núcleos universitários que dessem chance ao povo dessa região, de promover-se pelo que é básico na vida de quem não tem recursos e procura conhecimento: a educação; justamente nessa vereda onde a congregação das Filhas da Caridade, na década de 1940, a pedido dos padres lazaristas da congregação da Missão, começou o processo que propiciava nova perspectiva aos nativos, implantando institutos, colégios e um ginásio onde o estado investia pouco e os recursos do município mal cobriam o curso primário em alguns locais e o ensino superior era inacessível ao povo do interior até que, na década de 1990, a UFPA iniciou o processo de interiorização na administração Nilson Pinto e Cametá recebeu na antiga escola municipal Maria Cordeiro, cedida pelo então prefeito Alberto Moia Mocbel e efetivada na administração do ex-prefeito Waldoly Valente, cursos propedêuticos, que hoje, ao lado de muitos outros em diversas áreas do conhecimento, além do mestrado, lideram a transformação do campus – com o apoio da administração superior da UFPA, parlamentares, movimentos sociais e prefeituras – para a futura Universidade Federal da Amazônia Tocantina – UFAT, que também poderia ser chamada de Universidade Federal do Baixo Tocantins, em alusão à nomeação dada à região pelos seus habitantes. 

Filipe e Maria Lygia Larêdo, no Campus da UFPA-Cametá

Visitando Cuxipiari

Novos cursos exigiram infraestrutura e surgiram novos prédios para abrigar biblioteca, auditório, salas de aula, laboratórios, a necessidade de casa aos estudantes e ampliação da área de trabalho com a regularização fundiária do campus II e novas estruturas. Com essa movimentação, Cametá começou a ver seus imóveis serem locados por estudantes de toda parte, virando cidade universitária, literalmente. 


O planejamento bem feito, o trabalho sério executado diuturnamente por uma equipe coesa e comprometida com a promoção humana, a justiça social e com a democratização do conhecimento através da educação e da cultura, começou a trazer resultados à comunidade que cada vez mais confia no trabalho desses educadores, o prof. Doriedson Rodrigues que passou a coordenar o campus, enquanto o prof. Gilmar Silva assume a Secretaria Municipal de Educação de Cametá. Os dois líderes educacionais trabalhando de forma integrada fazem disparar o processo de desenvolvimento que poderá fazer Cametá experimentar, caso continue investindo tudo e sem parar em educação, conviver e compartilhar numa sociedade consciente de sua capacidade e possibilidades de viver melhor por ser menos desigual, mais justa e mais fraterna como acontece em países que investiram no binômio educação e cultura que passa pelo livro, biblioteca , leitura, formação do leitor crítico, cidadania cultural, como o Chile, Japão e Israel, para citar alguns exemplos. 




Doriedson, incansável, no Campus, está empenhado em levar com os professores e técnicos o doutorado e novo curso de mestrado a Cametá, bem como novas áreas para Campus II com novas estruturas, casa de estudante e estruturação cada vez maior dos 04 Núcleos Universitários, além de novos cursos, e Gilmar, focado e com uma equipe motivada, na SEMED, passou a construir escolas de alto padrão nas ilhas, vilas, povoados e área urbana de Cametá, que o prefeito Irácio de Freitas Nunes, numa opção clara de seu governo municipal , entrega à população, incentivando as famílias a permanecerem em seus lugares, trabalhando pelo bem estar comum, como a sociologia urbana vem provando ser o correto, desincentivando o inchaço das cidades grandes que exclui e descarta , por comunidades menores, porém, bem estruturadas e apoiadas em ações efetivas da administração pública, valorizando o ser humano. 


Pessoas da comunidade de Cuxipiari


A convite do prof. Doriedson Rodrigues e sua equipe  e a decidida  participação dos professores Carlos Amorim, Dilma Cardoso, Dorielson Rodrigues Gaia, Betinho, dentre outros e  com apoio da prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Educação, lancei, no campus da UFPA, em Cametá, em meio a bonita e emocionante festa cultural, meu recente trabalho literário, o Olho de Boto, oportunidade em que Gilmar levou-me para ver a escola construída na comunidade do Cuxipiari do Carmo, com os requisitos da moderna pedagogia, numa arquitetura bonita, atraente, mundiante, que valoriza a cultura cametauara - que tem o nome da escola homenageando líder daquela comunidade, cuja síntese de vida é estampada numa placa de identificação - dotada de sedutoras salas de aula identificadas com o nome dos peixes do cotidiano da comunidade que comunga de uma integração com a escola onde todos são valorizados e podem utilizar a infraestrutura em suas necessidades sócio-culturais como recepção de casamentos, mostra de cinema, teatro, reuniões, local gostoso, aprazível onde a dignidade de ser humano avulta num fazer educação com respeito objetivando promover o ser humano e o direito à educação e cultura, livro, leitura, é uma ação do dia a dia com água tratada, instalações elétricas, aeração e esgotos sanitários que respeitam o meio-ambiente, os docentes e discentes recebem alimentação na escola, não é merenda, é almoço e jantar feitos com produtos do cotidiano da comunidade. 





São mais de duas dezenas de escolas na área urbana e no interior cametaense, creches, ginásios esportivos, bibliotecas, laboratórios de informática e pesquisa. A secretaria municipal de educação mantém programa de formação continuada aos docentes, valorizando-os com remuneração e condições decentes de trabalho. Como cidadão brasileiro e cametaense, estou convicto de que Cametá, mantendo o investimento em educação, daqui a 30 anos certamente os frutos serão colhidos em consciência crítica, social, cultural e, sobretudo, política, do povo que saberá cada vez mais seus direitos, cumprindo seus deveres e trabalhando por uma sociedade mais justa, mais fraterna, menos desigual e, por isso mesmo, mais humana e feliz. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

FARTURAS AMAZÔNICAS

Do leite de amapá, garrafa de urucu, cambada de tucunaré e o jeito de tratar e expor, com engenho e arte o mocotó de boi, todo serradinho, pronto para ir à panela e todas as vísceras, ou o arrastado ou miúdo, como se pode chamar e para uma boa feijoada ou maniçoba do círio que se aproxima, pés de porcos ou joelho de porco, como queira o freguês da limpa, bonita, ampla, higiênica e alegre feira e mercado de Mocajuba, à beira do Tocantins, que também tem gergelim preto, tapioca, limão, maxixe e uns bons beijus, mingau de açaí com crueira, pão caseiro com manteiga, estalando de gostoso! De tudo isso me encantei emocionado em Mocajuba, olhando pros lado do Maxi, Icatu, Tauaré, Putiri, Mazagão, ilhas e vilas de gente tão afetuosa, risonha, feliz!!









RABETAS OU RABUDAS ABOLIRAM OS REMOS DAS ÁGUAS TOCANTINAS

Salomão Larêdo escritor e jornalista

E o que se vê é uma profusão de embarcações supercoloridas batizadas com nomes conectados ao novo, contemporâneo e tradicional ("Um dia eu te pego", "Caridade", Viva Jesus" e tantos outros) dignos de pesquisa e letras embandeiradas abertas em estilos que merecem além do olhar estético à análise dessa arte popular aquaviária que circula pelo rio Tocantins, o mais bonito do mundo e encosta nos trapiches, pontas repontas, ilhas, furos, igarapés, portos e cheias de vida, as rabetas ou rabudas multicores fazem brilhar ainda mais a alegria da vida pulsante em nosso Baixo Tocantins, nas ilhas, vilas, povoados vários, casarios, areiais e milhares de portos onde chegam às dezenas, centenas, transportando, ligeiras e velozes como os dias e a vida moderna, nossa gente, as mercadorias, carros, motos, combustível, comida, frutaria: açaí, pupunha, mapará de Tucuruí, jatuarana dos Furtados, branquinha, camarão, tucunaré do Maxi, filhote do Araquembaua, farinha, madeira, óleos, sementes, ingás, pão, vestuário à atividade cotidiana comercial ribeirinha, social de festas de santos e aparelhagens e motivos vários numa navegação útil e utilitária necessária pelas nossas lindas estradas líquidas repletas de aningais e aturiás e também de farta poluição aquosa nas manhãs, tardes, noites e madrugadas em que remos de faia, jacumãs tapuios, lisos ou pintados não fazem mais os tratos com os remeiros profissionais que junto com a força física na propulsão lenta das águas, saíram de circulação e isso merece uma boa meditação, bom estudo, análise, reflexão e pode dar surpreendentes trabalhos acadêmicos.





segunda-feira, 22 de junho de 2015

“A TRISTE IRONIA DESSA HISTÓRIA É QUE SE PASSA NO PAÍS EM QUE A PROMESSA É DE UMA “PÁTRIA EDUCADORA”, QUE, A CONTINUAR ASSIM, CORRE O RISCO DE SER EDUCADORA SEM LIVROS PARA LER, SÓ PARA COLORIR, COM PESSOAS SEM ESTRESSE, MAS ANALFABETAS”

Saiu na coluna Publishnews, há pouco: “ O anúncio do recente fechamento de livrarias no Rio é um dos reflexos da crise que afeta o setor em todo o país, motivada por fatores como inflação, retração das compras pelo governo, queda de faturamento e aumento de aluguéis. Segundo o 3º Painel das Vendas de Livros do Brasil, divulgado esta semana pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pelo Instituto de Pesquisa Nielsen, o mercado editorial foi salvo pela onda dos livros para colorir, um dos maiores sucessos dos últimos tempos. Sozinhos, eles renderam mais de R$ 25 milhões entre janeiro e maio. O estudo baseia-se no resultado do BookScan Brasil, que verifica as vendas em livrarias e supermercados. A triste ironia dessa história é que se passa no país em que a promessa é de uma “Pátria educadora”, que, a continuar assim, corre o risco de ser educadora sem livros para ler, só para colorir, com pessoas sem estresse, mas analfabetas “( Fonte: Publishnews : Língua e Literatura - Em vez de ler, colorir - O Globo - 20/06/2015 - Por Zuenir Ventura).

E os brinquedos populares, agora, no verão amazônico, dão o tom deste tempo de muito sol, luz. É o veraneio se aproximando.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

AUTORA DE LIVROS DE SUCESSO, GENTE QUE GOSTA DE LER, QUE GOSTA DE LIVRO ,QUE TEM ATÉ CLUBE DE LEITURA, ESTÁ DE OLHO NO romance “OLHO DE BOTO” que espera por você, na Livraria da Fox. Na foto, as irmãs Roberta e Paula Spindler (Roberta Spindler (de roupa preta) está lançando novo livro ) Anne Magno e Fernanda Karen, todas do Club do Livro e fissuradas em leitura, prestigiando o escritor Salomão Larêdo.





segunda-feira, 25 de maio de 2015

Está começando o nosso verão amazônico de sol, de luz, de festas juninas, de colorido, de chuva da tarde, de fartura de açaí, de raspa-raspa, cúmbias e merengues, banhos de rio, banhos de cheiro, foguetes, foguetinhos, gengibirra, rebuçado, beijo de moça, vinho de araçá, de caju do mato, de amor e amar e de muito afeto, carinho e paz!!! Sejamos todos, muitos felizes, sempre!!! Abraço mais que abraçado do Salomão Larêdo.


JUVENTUDE LEITORA que gosta e sabe o que ler – a advogada Debora Serra e o bancário Thiago Numazawa, nas fotos, prestigiando o lançamento - , escolhe o romance OLHO DE BOTO – ficção do escritor Salomão Larêdo que é enorme sucesso entre os leitores pela abordagem que faz de um casamento entre homens, fato que aconteceu em Cametá na década de 1960 num momento político dos mais conturbados e difíceis e até um astronauta russo estaciona no espaço para ver aquele acontecimento inusitado na floresta Amazônica. 
Aproveite e adquira urgente seu exemplar do romance OLHO DE BOTO na Livraria da Fox, em Belém ou pelo telefone: 4008-0007 ou marketing@foxvideo.com.br



Neste lindíssimo dia de muita luz, emoldura nosso espaço a bonita e bem constituída família dos diletos amigos Olavo e Benedita, prestigiando o lançamento do romance OLHO DE BOTO, como a sequência de fotos registra: Chiara, a filha caçula anunciando a chegada de todos; Olavo, em nome da família parabeniza o escritor que está na foto com a profa. Rachel Chaves, mãe da inteligente Maiara e toda a família Chaves em pose especial com o casal Salomão e Maria Lygia Larêdo, na Livraria da Fox.